
Claro que não dirão que foram verbos de encher numa encenação grotesca de encobrir mais um clamoroso fiasco, quiçá a última oportunidade para tentar inverter este aquecimento catastrófico que matará talvez mais de metade da humanidade nos próximos cem anos. Estamos a falar dos nossos filhos e netos!
A Conferência de Copenhaga começará, tecnicamente, no próximo dia 7 de Dezembro, mas já está ferida de morte no seu objectivo fundamental, o único exigível, a limitação obrigatória das emissões de CO2. A decisão foi tomada à revelia da conferência, por quem manda no mundo, na Cimeira da Cooperação Ásia-Pacífico, onde Obama mostrou que, afinal, na terra do dinheiro quem manda é o dinheiro e os interesses do petróleo falaram mais forte: Não haverá compromisso, tudo se saldará por intenções, das boas, das que está o Inferno cheio!
Inferno climático é o que nos espera a todos nós, cidadãos deste planeta que agoniza enquanto os nossos queridos políticos, sejam os eleitos das democracias, sejam os líderes de uma qualquer ditadura, continuarão a dizer que nos representam a nós mas representam de facto outros interesses mais ou menos inconfessáveis.
Cada povo é aquilo que quer e de que é capaz.
Cada povo tem os tiranos e os políticos que merece.
Se não formos capazes de escorraçar a tempo estes nossos “representantes” e tomarmos nas nossas mãos o que é nosso de direito, então não teremos que nos queixar: seremos a carne para o ignóbil canhão! E o tempo esgota-se...


Há gente assim, que nos forma e marca de tal maneira, que nos ensina a ser e a pensar, que é como se fôramos seus filhos: no meu caso foi o padre Felicidade e, anos mais tarde, o
Chorei de raiva e de impotência




