sexta-feira, 13 de abril de 2012

O PEEC está em marcha!


            O PEEC está em marcha!

Filho dilecto do velho PREC gonçalvista e otelista (pá), mas sem os malditos revisionismos que o mataram, e agora armado com esses maravilhosos gadjets da ubiquidade que são todos os i-qualquer coisa que permitem ser-se herói popular sem risco nem dor nas redes sociais e na blogoesfera, o PEEC (Processo E-revolucionário Em Curso) está vivo, de boa saúde e com pernas para andar.
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Os e-revolucionários são muitos, milhões talvez, a avaliar pela proliferação de contas nos blogs e redes sociais, embora nunca possam votar em conformidade nas eleições, já que vivem na clandestinidade virtual.

Na verdade, qualquer e-revolucionário pode até ser anónimo. Mais que isso, pode até rebaptizar-se à vontade de freguês e com nome de herói proletário; já viram a emoção inebriante de chegar a casa, ao portátil, ao tablet ou até ao telemóvel 4G dos camaradas leitores e ser conhecido por Fidel, Che Guevara, Catarina Eufémia ou até Karl Marx?
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O e-revolucionário do PEEC sonha vagamente com golpes de estado, como o Otelo e o bispo Januário, embora não saiba muito bem o que quer derrubar (para lá do governo que os portugueses se enganaram ao eleger, claro está) e muito menos o que virá a seguir a essa manhã gloriosa cheia de promessas e amanhãs que cantam e, secretamente, está muito contente por haver alguém a tentar salvar-lhe o coiro das desgraças da bancarrota.

Será que alguém do insigne grupo de" e-revolucionários" já imaginou o que vem a seguir a um golpe militar que derrube a democracia, que não será bem o mesmo que vem a seguir a um golpe que derruba uma ditadura, não é? Comités de bairro? O Poder popular? Um grupo anónimo de Anonymous? Conselho de Sábios? Um Homem Providencial?... (a menos, é claro, que imaginem que o estado e a democracia não são beliscados e os golpistas vêm cá fora só fazer uma "perninha" para derrubar o governo).

2 comentários:

Maria de Jesus Lourinho disse...

Espero não estar incluida, aos teus olhos, nesses e-revolucionários até porque não tenho nenhum i-qualquer coisa. Entre picardias e afinidades poderíamos discutir eternamente à mesa do café.
Abraço

LPontes disse...

Sim, eternamente!
Não há nada mais triste que uma discussão que chega ao fim...
(quantas vezes me passei para um outro "lado" qualquer, ao pressentir esse terrível momento em que se começa a estar de acordo e tudo vai, naturalmente, terminar)